Sistemas de concordância e de correferência no paradigma pronominal de primeira pessoa do plural no português brasileiro


Abstract


Este trabalho analisa as relações de concordância estabelecidas entre as formas pronominais a gente e nós com o núcleo verbal em sentenças do português brasileiro, e o licenciamento de formas anafóricas e pronominais que estabelecem uma relação de correferência com esses pronomes. A análise tem como objetivo discutir o estatuto das formas a gente e se, em termos de composição de traços, bem como argumentar a favor da ideia de diferentes gramáticas atuando no licenciamento de formas anafóricas e concordância verbal para as formas pronominais de primeira pessoa no português brasileiro. Mais precisamente, iremos argumentar a favor de que formas como nos, bem como a manifestação de morfologia de número no verbo, fazem parte de uma gramática periférica, nos termos de Kato (2013, 2005). Ainda, recorremos à distinção entre duas variedades do português brasileiro apresentadas em Costa & Silva (2006), que propõem, baseados em diferentes padrões de concordância verbal encontrados no português brasileiro, em comparação com o português europeu, a existência de duas modalidades para o português brasileiro: PB1 e PB2. Em nossa análise, sugerimos que a variedade denominada PB2, pelos autores, pode ser inferida como parte da gramática periférica.

Keywords: pronomes; concordância; correferência; gramática nuclear; gramática periférica

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